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'Sherlock' não sofre de “tolice além mar”

Artigo da Variety onde Steven Moffat e Benedict Cumberbatch falam sobre Sherlock e seu sucesso. Clique aqui, para ler no original.


Enquanto “Downton Abbey” parece ser o maior sucesso britânico desde os Beatles, outros shows vindos do Reino Unido também dividem seu sucesso além-mar.

Principalmente entre as minisséries nominadas ao Emmy, como “Sherlock”, a atualização ultramoderna do icônico investigador de Arthur Conan Doyle, criado pelos autores de “Doctor Who”, Steven Moffat e Mark Gatiss. Apesar de não ser o grande sucesso que "Downton" é, a “Masterpiece” da PBS com o drama policial conseguiu elogios da crítica – e uma das maiores avaliações na história da tv aberta – que firmemente recusa a “emburrecer” seu material.


Diferente do lamentável par de filmes do Guy Richie, que compartilha apenas um pouco mais do que o título com as histórias de Conan Doyle, a versão de Moffat e Gatiss é uma carta de amor ao material de origem, mantendo-se fiel de todas as formas que importam ao texto original, expondo modernidade. O Sherlock deles costuma enviar SMS e usa gadgets como iPhones e GPS para solucionar crimes, enquanto Dr. Watson escreve suas aventuras em um blog.


 “Uma das características das histórias originais é que ele não é um personagem que faz parte de um período; ele não era um tio velho inquieto,” Moffat diz de Holmes. “Ele é um cientista jovem antenado em investigação forense... novo e moderno.”


Essa modernidade aumenta com o elenco, com Benedict Cumberbatch (“Desejo e Repração”), que encarna Holmes com tanta competência que foi o único ator considerado para o papel.

“Eu pareço estranho,” diz Cumberbatch. “Parece que sou de outra era, mas obviamente sou do séc. XXI, então eu meio que faço o tipo Vitoriano de um jeito estranho.”

O Holmes de Cumberbatch é egoísta, arrogante e inapto socialmente, mas ainda charmoso e gracioso o suficiente para ganhar a audiência. É um homem de inteligência latente cujo rápido diálogo é entregue em um ritmo alucinante, forçado o telespectador a prestar atenção ou ele se perde nas viradas e mudanças da história.


 “A quantidade de detalhes, de tramas que existem no momento em que ele analisa a cena do crime é um pedaço incrível do teatro,” Cumberbatch fala. “Seu processo de pensamento é quase uma corrente de consciência.”


Mesmo com toda a atividade verbal, “Sherlock” também tem um estilo visual distinto, desenvolvido por Paul McGuigan, que dirigiu dois terços dos episódios. A trama é muito exposta por SMS, que não aparecem inseridas nas cenas, mas flutuando e dançando pela tela, como legendas visualmente arrebatadoras.


Os pensamentos de Holmes também aparecem frequentemente na tela. É muita coisa para os telespectadores acompanharem, mas Moffat e Cumberbatch dizem que desafiar a audiência intelectualmente é o que distancia o programa para além do horário nobre comum.


“Não importa se você não entende cada uma de suas deduções. Quem entende?”, diz Cumberbatch. “Acho que as pessoas não gostam de ser insultadas, acho mesmo. Mas alcançamos as audiências mais sofisticadas pois vemos a mídia de formas diferentes, e ainda assim nos mantemos em nossa produção convencional na televisão, onde o mais importante é o consumo.”


Com cada episódio de 90 minutos baseado em um conto diferente de Conan Doyle, Moffat e Gatiss estão ocupados trabalhando nos scripts para a terceira temporada, que começará a ser filmada em Janeiro. Nesse meio tempo, o elenco e a equipe deleitam-se no barulho inesperado.


“Nenhum de nós tinha ideia de que se tornaria tal fenômeno,” diz Cumberbatch. “Estamos encantados e satisfeitos pela coisa toda. O que certamente nos pegou de surpresa.”


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