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Elenco de Sherlock fala sobre a volta da série - com várias novidades!


Talvez este não seja um problema para três cachimbos, mas deve ser o tipo de dilema que que incomodaria Sherlock Holmes em um dia parado - ou ao menos o deixaria longe da cocaína. Como você entrevista quatro homens que estão promovendo um programa de TV do qual eles não podem falar? Nós fomos alimentados com teasers, trailers e spoilers durante meses, mas às vezes, quando você está de cara com os astros de Sherlock Benedict Cumberbatch e Martin Freeman e com os roteiristas/produtores executivos Steven Moffat e Mark Gatiss, pode ser quase tão frutífero quanto Jeremy Paxman questionando os líderes de oposição sobre seus planos futuros sobre juros e gastos.

"Você terá que esperar pra ver", diz Cumberbatch, batendo os dedos na mesa. "Eu sei que esse jogo é frustrante, mas você não vai se desapontar." Eu estava tendando pescar pistas sobre A pergunta que tem obcecado fãs desde A Queda de Reichenbach, que termina com Sherlock se johando do telhado do St. Bart's Hospital em Londres.

Como ele sobrevive? Porque ele obviamente sobrevive - como diz Freeman, "não vai ser só eu...[o programa] ainda não se chama John." E, de qualquer forma, Holmes é visto na cena final do túmulo, assistindo o Watson de Freeman fazer seu tocante solilóquio ("Eu estava tão sozinho e te devo muito" - isso poderia ser o epitáfio de um fervoroso fã de Sherlock).

"Eu estava tão curioso quanto todo o país pra saber. Eu tinha minha própria teoria e não passou muito longe", diz Cumberbatch com uma ausência de falsa modéstia parecida com Sherlock. "Foi surpreendente e também um deleite quando eu li no roteiro e espero que o público ache também."
Então o corpo que cai era Moriarty com uma máscara de Sherlock? Ou a patologista Molly fornece um cadáver para ser jogado do telhado? Ou o sobretudo Byrônico de Sherlock esconde algum tipo de paraquedas? "Tem uma pista que todo mundo perdeu", já disse o co-criador Mark Gatiss. "Tanta gente teorizando online sobre a morte de Sherlock - e eles não perceberam!"

Freeman pensa, não sem razão, que a maioria dos espectadores prefere surpresas a spoilers. "Mesmo que muita gente diga, 'Ai, diz pra gente', eles não te agradeceriam se você dissesse na hora que o programa saísse'", diz ele. E Gatiss, que precisou conjurar a solução para o gancho, completa dizendo que nós não devemos ficar muito obcecados com isso. "É a resolução sem a resolução se tornar o foco principal", diz ele sobre o primeiro episódio, The Empty Hearse (O rabecão vazio), que toma emprestado seu título do conto onde Sir Arthur Conan Doyle ressuscita o Sherlock Holmes que ele tentou aniquilar 10 anos antes.

"Você não pode passar 90 minutos explicando como ele fez aquilo", diz Gatiss. "Todos estão muito empolgados com isso agora mas eu garanto que todos irão esquecer isso logo que virem porque pra gente [o episódio] foi sobre restaurar a amizade entre John e Sherlock."


Na fábula de Conan Doyle, Holmes retorna a Londres disfarçado de um velho vendedor de livros. Watson desmaia quando seu velho amigo se revela, mas depois disso os negócios continuam como sempre. Gatiss diz que não haverá nenhum disfarce no sentido de Conan Doyle: "Por toda a diversão em potencial de colocar narizes ou perucas ruivas, na verdade é bem mais assustador você pensar "Oh, ele estava aqui o tempo todo...se escondendo a olhos vistos'". Ele prefere um reencontro mais emocionalmente desafiador. Nada de enchedores de lábios vitorianos aqui - haverá mais da variedade do século 21.

"A dinâmica muda, o que é muito empolgante", diz Cumberbatch. "Há um pouco de explicação e não é como as histórias onde Watson diz 'Ah, que bom...qual o próximo caso?'". De fato, como muitos relacionamentos entre homens solteiros, este é ameaçado por uma mulher.

As pistas? Primeiramente, haverá um casamento no segundo episódio, "O Signo dos Três" (como a produtora Sue Vertue, esposa de Moffat, revelou no Twitter, e nas histórias originais Dr. Watson realmente se assenta com uma Mary Morstan, heroína do romance O Signo dos Quatro. Ainda, Morstan é interpretada pela atriz Amanda Abbington, esposa de Freeman na vida real, que se descreveu como uma "espécie de terceira roda" que se colocará entre Holmes e Watson.

"Mark e Sue trabalharam com Amanda antes e a contataram", diz Freeman, obviamente sensível a acusações de qualquer coisa equivalente a nepotismo. "As circunstâncias de John mudaram de uma forma que vocês verão. Ele precisa encarar o fato - da maneira como ele vê - que seu amigo morreu. Então ele está tentando ter uma vida razoavelmente estável e firme." Ele está falando de casamento? "Temos algumas cenas juntos, sim, mas ela estará envolvida em cenas que eu não estou."

Temos o bastante sobre interesses amorosos em potencial, mas e sobre vilões agora que Moriarty estourou seus miolos? Será que estourou? Em entrevista recente a esse jornal, o ator Andrew Scott, que interpretou Moriarty, não exclui a possibilidade de um retorno, ainda que Freeman, no que poderia ser o caso de blefe duplo, me diz: "A menos que Moriarty tenha feito algo incrivelmente no estilo Derren Brown, teremos que assumir que não haverá mais Moriarty."

Fazer algo no estilo Derren Brown certamente não estaria além de Moriarty. Mas, ficando com o que sabemos, o terceiro episódio da nova temporada, "His Last Vow", inclui a participação do ator dinamarquês Lars Mikkelsen como Charles Augustus Magnussen, que é baseado no personagem Charles Augustus Milverton, de Conan Doyle, "o rei dos chantageadores". "Vamos apresentar novos vilões para vocês", diz Gatiss contidamente. "A coisa com Moriarty é que ele era o mais malvado - ele era anti-Sherlock Holmes - e você não quer oferecer uma versão sem graça nem de Andrew e nem do personagem".


O que quer que seja que eles produzam, a nova temporada tem sido obsessivamente esperada pelos fãs, algum dos quais estão do lado de fora do hotel em Londres onde estas entrevistas estão acontecendo. "Não te ensinam como lidar com isso", diz Cumberbatch, que sem dúvida deve seu status de astro a Sherlock. Será que ele acha que a natureza obsessiva de alguns fãs de Sherlock não vai um pouquinho longe? "Eu tinha uma amiga que uma vez apertou tanto seu coelho até ele começar a grunir e ela achou que isso significava um 'eu te amo', quando o que ele realmente estava dizendo era, clarp, 'você é o motivo de eu estar morrendo'", é a resposta levemente preocupante dele. "Mas o que eu amo nesse programa é que há muita gente que não está do lado de fora do hotel hoje e está igualmente empolgada para vê-lo e está apenas esperando por isso como uma amostra de televisão de qualidade.

"O problema, claro, é que ele [Sherlock] usa a mídias sociais e isso dá plataforma a estas fan fictions que são bem criativas mas não é nada do que estamos fazendo...Isso faz parte do amor que as pessoas têm pelo programa mesmo que algumas sejam fanáticas por ele."

Freeman está também irritado pelo monitoramento constante dele e de seu personagem, dizendo "Posso tirar uma foto' é o mesmo que 'oi', no meu dia a dia. E as pessoas olham pra você com desaprovação se você diz 'não...hoje não'. É como se você tivesse tirado comida dos filhos deles." Apesar disso, ambos atores entendem completamente o apelo do programa. "É porque ele realmente homenageia os originais", diz Cumberbatch. "E o fato de que nós temos três dos mais talentosos roteiristas no país que são fãs [de Sherlock Holmes]". Freeman completa: "O aspecto visual não pode nunca ser subestimado. Tem sido influente - texto na tela é comum na televisão agora. Não era há três anos. Você sempre tinha um corte para uma tela ou um telefone."

Cumberbatch teve seu ano mais ocupado desde a última temporada, interpretando Julian Assange no filme-de-arte fracassado O Quinto Poder e Khan na mina de ouro dos multiplexes, Star Trek: Além da Escuridão. "Todos vêm com suas próprias complicações", ele fala dos papeis. " (...)

Foi complicado se metamorfosear de volta a Sherlock? "Mais fácil que na segunda temporada", ele diz. "Os roteiristas estão nos propociornando coisas maravilhosas e quando você chega nesse ponto, se torna uma coisa maravilhosa da qual fazer parte". Freeman está mais atento às expectativas. "Agora é a difícil terceira temporada", ele diz. "Quando começamos era como o mundo é seu palco. Mas agora as pessoas esperam certo material e querem certas coisas. O perigo seria se estivessemos pensando 'já está estabelecido´, mas o que eu sei que estamos percebendo nessa temporada é que há coisas a se descobrir."


O que sabemos sobre a Terceira Temporada

Episódio Um: The Empty Hearse (O Carro fúnebre vazio)
Baseado na história "A Aventura da Casa Vazia", o episódio de abertura revelará como Sherlock sovreviveu à sua queda. Mark Gatiss disse que o metrô de Londres terá um papel central neste episódio, enquanto  Sharon Rooney de "My Mad Fat Diary" será atriz convidada.

Episódio Dois: The Sign of Three (O Signo dos Três)
Sherlock vai a um casamento em um episódio que tira seu título da história "O Signo dos Quatro", onde Dr. Watson conhece sua futura esposa Mary Morstan.

Episódio Três: His Last Vow (Seu último voto - "voto" no sentido de juramento. Estamos usando a tradução "Seu último adeus" por enquanto, pela referência à história original)
O jogo de palavras aqui refere-se à história "O último adeus de Sherlock Holmes", que foi a última aventura de Sherlock Holmes (não se preocupe, o programa volta para uma quarta temporada). Nesta história de Steven Moffat, o detetive se torna espião para ajudar seu país. O ator dinamarquês Lars Mikkelsen interpreta Charles Augustus Magnussen.

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