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Martin Freeman: Se fosse todo ano, Sherlock teria perdido o brilho

Gravações da terceira temporada

Em entrevista ao jornal britânico The Independent, divulgando o telefilme que estreia hoje na BBC Two "The Eichmann Show, Martin Freeman falou sobre Sherlock, o fenômeno do Setlock e afirmou gostar de encerrar seus trabalhos, dizendo que não sente falta de nenhum de seus personagens. Apesar disso, ele está ok com Sherlock. Apesar de ser uma série em andamento, é intermitente, e, de certa forma, tem seus encerramentos já que filmam apenas 3 episódios de 90 minutos por temporada ou, nesse caso, um único especial.

"Para os padrões americanos não é nada!", diz ele. Até para os padrões de "Downton Abbey" é bem curtinho! Não custam oito meses do nosso ano, e nem mesmo acontece todo ano. É bem intermitente. É isso que pra mim a torna tão viável. Não posso falar pelo Ben, mas certamente pra mim rapidinho ia perder muito da graça se tivéssemos que fazer por oito meses do ano, todo ano. Ia ter perdido um pouco do brilho."

Quando você ouve Freeman falar sobre as filmagens de Sherlock, entende o por quê. Nas locações em Londres, o set fica regularmente rodeado por hordas de fãs. Acontece em Bristol também? "Começou outro dia. Não centenas, mas um punhado, na maioria de mulheres jovens."

O que já seria um desafio para qualquer ator, talvez seja um dobrado para uma "celebridade" que odeia tudo que tem a ver com o termo e evita as redes sociais. Não é de surpreender quando ele admite que os curiosos causam problemas tanto pra ele quanto pro igualmente Facebook-fóbico Cumberbatch. "Quando estamos filmando em Baker Street, é complicado trabalhar. E eu não morro de amores por isso", ele diz com firmeza. "Eu não morro de amores."

Gravações da terceira temporada/Speedy's Cafe

As pessoas ficam gritando para os atores? "Não, não ficam. Mas sabe...pfff", ele suspira, "é como tentar atuar em uma premiere", diz ele, se referindo à experiência de passar por um tapete vermelho. "É assim mesmo. Eu nunca...", ele dá um sorriso, fazendo uma pausa, "Eu não fiz parte dos Beatles. Mas nunca tinha visto nada como isso. É uma enorme empolgação, então toda vez que a gente aparece eles batem palmas - e é tipo, 'Não, você poderia não fazer isso--' Ou, se a gente faz qualquer coisa -- "Corta!" -- aplausos...é tipo, 'Não, isso não é um show...'"

E durante todo o tempo, eles ficam tentando manter a cabeça focada em Sherlock/Watson. "Sim, ficamos", ele responde rápido. "E ao mesmo tempo, há centenas de pessoas tirando fotos suas e segurando plaquinhas." Ele faz uma pausa. "Claro que você leva tudo numa boa. E obviamente eu gosto muito, assim como todos nós, do fato de que as pessoas amem [a série]. Mas ainda assim, é, fazer o seu trabalho não fica nem um pouco mais fácil."

Ainda assim, o rigorosamente pensativo Martin Freeman seria o primeiro a se repreender com um "cai na real". Essa coisa de classe média sofre e tudo mais. Ou, ainda mais fru-fru, problemas de celebridades de primeira. Que é a categoria em que este ex-astro de sitcom agora se encontra. Imediatamente depois de completar as cinco semanas de gravações de Sherlock, ele parte para o Novo México, que se transformará no Afeganistão, para filmar "The Taliban Shuffle". É uma adaptação das memórias levemente cômicas de um correspondente de guerra americano, e que também será estrelado por Tina Fey.


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