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Um novo bebê no set parece pronto a desvirtuar o bromance entre Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, a medida que a 4 ª temporada da popular série da BBC, Sherlock, se aproxima lentamente do seu retorno à televisão em janeiro.

Um ano após o especial de Natal, os novos episódios, baseados nos contos de Sir Arthur Conan Doyle, contarão com uma nova estrela: um bebê.

"Você já sabe que eles têm uma menina", confirma o ator Rupert Graves, que interpreta o detetive Lestrade na série, "Já alguém tirou uma foto dela e divulgou na Internet ..." ele acrescenta em seguida.

Ele lança um olhar furtivo sobre a imprensa internacional em uma sala de conferências de um hotel em Londres, ao fazer menção das fotos de paparazzi vazadas (deliberadamente) durante as filmagens.

Mas, como todo mundo já espera - o bebê será responsável por uma variedade de momentos constrangedores nessa temporada. Ainda mais se levarmos em consideração que o personagem que dá nome a série, conhecido por seu caráter vagamente sociopático, já tem problemas cotidianos no que diz respeito à humanidade em geral.

Em uma entrevista separada, Benedict Cumberbatch – que recentemente se tornou pai - comentou: "Vamos deixar claro que na vida real eu lido com bebês de forma muito diferente do como lido no set. Mas não vamos entrar nesse assunto..."

"Qual dos bebês? O bebê de quem?", responde Martin Freeman.

"Havia tantos bebês no set e mudavam tanto e o tempo todo que no final tudo se tornou bastante confuso. Menino, menina, garoto, garota, eu nunca sabia quem era quem ", acrescenta. [Nota Sherlock Brasil: um casal de gêmeos foi escalado para gravar como a filha de Mary e Watson]

Amanda Abbington - que já tem dois filhos com Freeman – no papel de mãe da criança na série, ainda completou: "Pelo menos você pode devolvê-los de volta assim que acabaram as gravações. O mesmo não acontece na vida real."

“Mas isso acaba nos unindo um pouco no primeiro episódio", diz a atriz Louise Brealey, que interpreta a patologista Molly Hooper.

E não se preocupe, ela tranquiliza a todos os presentes - "eles não exageram nas piadas sobre fraldas".

Porém, apesar de todas as brincadeiras envolvendo mamadeiras e jatos de xixi, a quarta temporada da série é supostamente a mais sombria - “muito, muito sombria, de fato”, completa Graves.

"Eu tive arrepios enquanto lia o roteiro. E isso é algo que realmente não acontece com muita frequência”, completa.

Os teasers que já saíram deixam em aberto o enigma se Moriarty está de volta para se vingar. Mas muito além disso, beira uma sinistra e assustador onda de terror.

No trailer, uma voz sussurra: "Algo está chegando. Os caminhos pelos quais andamos têm demônios por baixo deles".

Cumberbatch ressalta que "não seria tão satisfatório se ainda estivéssemos fazendo as mesmas coisas com as quais começamos".

"Nós continuamos tentando surpreender a nós mesmos e ao nosso público. O nível de invenção, imaginação, obscuridade e alegria... existem muitos momentos sérios, mas que, ainda assim, eles conseguiram transformar em algo divertido. Tem algo ainda de muito humano sobre isso."


Se preparando para encarnar o papel pela quarta vez, o ator comenta que ele teve que "continuar aprendendo a fazer coisas novas". Citando a falta de memória fotográfica, ele diz que lutou no set para simplesmente se tornar uma pessoa repugnantemente inteligente, embora com uma ou duas recompensas.

"Eu não aprendo naturalmente, preciso me esforçar bastante e sinto o meu cérebro um pouco mais sutil e capaz quando o estou interpretando.

"Seja através de músicas ao piano ou de aprender mais francês, sinto-me mais alerta, mais atento", explica. Há também outros tipos de recompensas. "A minha mãe diz que eu fico muito mais brusco com ela quando eu estou filmando Sherlock."

Talvez seja esse um dos motivos pelos quais o público que assiste, aguarde com expectativa pelas falas ríspidas e grosseiras que o exacerbado e arrogante personagem-título dirige a todos, principalmente ao pobre Watson

Na verdade, para aqueles que gostam da série por conta da relação de amor-ódio maravilhosamente existente entre Sherlock e Watson, pode ficar tranquilo que este elemento vai permanecer na nova temporada.

Cumberbatch diz: "A natureza chocante da amizade entre os dois é combustível sem fim para esse grande drama. Isso é provavelmente mais acentuado do que nos originais" e acrescenta: "E é aí que está a questão: eles são um dupla singular. Há um ponto em comum que é o perigo. A atração do perigo."

E é o perigo que expõe – por fim - a própria falha e humanidade de Sherlock. Sim, o homem comete erros. Cumberbatch argumenta: "Seria incrivelmente entediante se ele fosse permanentemente um herói incrível, que sempre acertasse tudo. Os episódios se limitariam simplesmente a desbravar a estupidez de outras pessoas enquanto confirmamos que ele está sempre certo".

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