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36 easter-eggs de O Problema Final


1. Começando com o óbvio, O Problema Final é o título do conto escrito por Sir Arthur Conan Doyle em 1893 em que Sherlock Holmes e o Professor Moriarty aparentemente caem para a morte nas Cataratas de Reichenbach. O Moriarty de Andrew Scott faz referências a esse título diversas vezes em A Queda de Reichenbach, o finale da segunda temporada.


2. A primeira cena de O Problema Final é um olho azul se abrindo, assim como a primeira cena em A Noiva Abominável

3. A mente de Eurus é tão poderosa que se deu ao trabalho de dar um logo especial para a companhia aérea do avião de seu Palácio Mental.


4.O avião com passageiros inconscientes é uma imagem usada no primeiro episódio da segunda temporada, Um Escândalo na Belgrávia, em que o governo britânico enche de pessoas mortas um avião que será alvo de ataques terroristas, assim eles podem manter sua vigilância e evitar casualidades.


5. Ninguém deixou de reparar que essa pintura estilo-Tudor pendurada na opulenta casa de Mycroft é ele mesmo. Um excelente trabalho da equipe de design de produção e arte. Se eu fosse Mark Gatiss, essa belezinha estaria no porta-malas do meu carro logo que a cena se encerrasse.


Vídeo compartilhado pelo designer de produção:

6. O apego de Mycroft à sua família fica claro nesse episódio, não apenas quando ele sorri enquanto assiste ao vídeo de infância com o pequeno Sherlock o abraçando, mas também nesta fotografia de seus mais que ele mantém.


7. Sherlock vestiu a sua "garotinha do terror" em um vestido azul e maria-chiquinhas. Sim, há um aceno para as gêmeas de O Iluminado e Ester de A Órfã no visual, mas também acontece de ser a forma exata como Eurus está vestida nos flashbacks na praia: vestido azul, cabelo em maria-chiquinha. Palpite da sorte ou uma trauma de infância latente?


8. Mark Gatiss não escondeu de ninguém que ele tinha planos de que o elegante guarda-chuva de Mycroft tivesse uma espada no melhor estilo John Steed, e em O Problema Final, ela finalmente aparece. Nesse webchat com o Sherlockology, Gatiss diz isso sobre o icônico acessório de Mycroft: "Originalmente, ele surgiu para criar uma silhueta bacana na cena em Um Estudo em Rosa em que Mycroft e John se conhecem. Não era minha intenção fazer uma referência a John Steed mas há algo de muito Establishment nisso - e é exatamente isso que o Mycroft é. O Obscuro governo e A Velha Gravata. Acho que [o guarda-chuva] é o apoio dele. Pode ser até que ele durma com ele. O acessório vem de uma velha e maravilhosa loja em New Oxford Street. Eles ainda anunciam guarda-chuvas com canivete e bengalas-espada, mas não têm mais permissão para vendê-los!


9. Musgrave Hall, a propriedade ancestral da família Holmes, foi assim nomeada em homenagem à história O Ritual Musgrave, de Conan Doyle (mais tarde, Mycroft descreve a tortura a que Eurus submete Sherlock com o sua musiquinha codificada como "o pequeno ritual dela"). Na história original, um enigma em forma de verso é passado de geração em geração e não é resolvido até Sherlock Holmes seguir as instruções e descobrir um tesouro datando da época da Guerra Civil Inglesa.

10. Ao dizer que sempre haverá "mel para o chá" em Musgrave Hall, Mycroft parece estar parafraseando o poema de 1912 de Rupert Brooke chamado The Old Vicarage, Grantchester ("And is there honey still for tea?"/ "E há ainda mel para o chá?"), uma canção de um exilado nostálgico pela Inglaterra do passado.


11. Podem dizer que enlouqueci, mas no túmulo atrás de Sherlock está escrito "Brenda Spencer" como aquela Brenda Spencer, a assassina em massa que abriu fogo nos anos em uma escola em "I don't like Mondays" nos anos 70? Poderia ser uma referência macabra a garotinhas perigosas ou...eu estou precisando de óculos.

12. A escolha musical de Mrs Hudson para passar aspirador? The Number of The Beast, do Iron Maiden. No último episódio da terceira temporada, O último voto, o avião em que Sherlock é mandado para o seu exílio de quatro minutos pertence a Bruce Dickinson, o cantor da banda, que emprestou para a produção. Agora vocês sabem.
13. A prisão na ilha em Doctor Who: The Sea Devil, pode ter sido parte da inspiração para a locação de Sherrinford, mas sua decoração parece prestar homenagem ao trabalho do designer de set de James Bond, Ken Adams, em Dr. No e Moonraker (foi confirmado por Arwel Jones, designer de produção de Sherlock). As mensagens em vídeo de Eurus, como já foram citadas online, parecem ter um toque de Jogos Mortais.


14. Vince, o marinheiro no bote em que Sherlock, John e Mycroft comandam após a queda do helicóptero, foi interpretado por Ralph Ineson, que interpretou também o deplorável vendedor Chris Finch em The Office, série que projetou Martin Freeman.

15. A peça de Bach que Eurus interrompe Sherlock ao tocar porque "[ele] claramente [não] entende] é a Chaconne para Violino Solo, como identificado por Kevin Wright no Twitter. Na mesma cena, quando Sherlock é instruído a tocar algo dele, ele toca "The Woman/Irene's Theme", a música que ele compôs para Irene em T2E1: Um Escândalo na Belgrávia, quando estava de luto por sua suposta morte.

Quando Eurus aparece tocando de costas, na verdade quem está em cena é a violinista Eos Chater, que costuma tocar as peças de Sherlock e que ensinou Benedict Cumberbatch o básico para que ele pudesse atuar na série.


16. O designer de produção de Sherlock, o extraordinário Arwel Wyn Jones, tem uma quedinha por elefantes. Olhe para todas as quatro temporadas e eles irão aparecer na decoração por toda parte. Onde está o elefante na sala de O Problema Final? Dá uma olhada no vidro da cela de Eurus.


[Nota da Sherlock Brasil]

A respeito de elefantes...

No blog oficial de John Watson (link), ele menciona o caso literal de O Elefante na Sala (um vislumbre pode ser visto no episódio T3E3: O Sinal dos Três).


O Elefante na Sala também era uma teoria do fandom de Sherlock, na chamada TJLC (The Johnlock Conspiracy ou A teoria da conspiração Johnlock), que através de supostas pistas e interpretações sobre a expressão inglesa, afirmava que os elefantes seriam acenos para o iminente relacionamento entre John e Sherlock, ou algo assim. Você pode ler a explicação sobre essa teoria (inglês) aqui.

Com o final da temporada (e provavelmente da série), o designer de produção recebeu críticas dos fãs por ter estimulado a brincadeira com os elefantes e deixou a seguinte declaração em seu perfil no Twitter:

A julgar pela minha timeline, parece que há algumas pessoas irritadas comigo. Os tweets em si não apareceram, só as muitas respostas de apoio (muito obrigado a todos, eu fiquei comovido). Eu acho que eles partiram de fontes que eu bloqueei nas temporadas passadas/anteriores devido à sordidez desnecessária, eu não bloqueio muita gente! Eu gostaria de esclarecer quaisquer dúvidas e mal-entendidos: eu venho tweetado imagens de elefantes há uns anos já pra me divertir e porque eu gosto de elefantes. Eu retweetei coisas no Natal e mais um pouco desde então por causa da engraçada [hashtag] #arwelelephant. Se alguém associou isso com alguma teoria da conspiração, essa não foi a minha intenção de verdade. O que eu sempre quis foi a dar a todos vocês alguns vislumbres do que acontece por trás das câmeras com a esperança de que aumentasse a diversão. Se ofendi alguém, peço sinceras desculpas.


Arwel apareceu em cena como um dos decoradores do 221B

17. Os fãs não devem ter deixado de notar que John usou o código que ele e Sherlock compartilham, Vatican Cameos. Originalmente, a referência é de uma fala da história de Doyle, O Cão dos Baskervilles, em que Holmes se refere a ter estado "preocupado em excesso por aquele probleminha dos camafeus do Vaticano" durante um caso para o Papa. Na série, o código foi usado pela primeira vez em T2E1: Um Escândalo na Belgrávia e depois em T3E2: O Sinal dos Três. 

18. Os funcionários de Sherrinford vestem trajes médicos cuja lapela é customizada com um brasão mostrando algum tipo de fortaleza. Se fossem pijamas, seriam um merchandise excelente para a BBC.


19. Ou é Moriarty ou é Eurus que é um pouco geek. Quando a mensagem de alerta vermelho pré-gravada aparece no momento em que o Governador tranca Sherrinford, Moriarty diz "Klingons estão atacando os decks de baixo! E também cowboys de chapéus pretos! Darth Vader!"

20. Diferente de Scaramanga em O Homem do Revólver Dourado de Ian Fleming (cuja ilha privada também pode ter sido uma das inspirações para a locação de Sherrinford), Moriarty é capaz de assoviar. Quando ele o faz na prisão, ele é respondido por um coro de criminosos. O livro de Fleming repete uma teoria bem estranha e estúpida de que "um homem que não pode assoviar tem tendências homossexuais..." uma anotação lida por M nos arquivos de Scaramanga.

21. No romance de Doyle, O Vale do Medo, nos é dito que o irmão mais novo do Professor Moriarty é Chefe de Estação no oeste da Inglaterra. No episódio O Problema Final, Eurus diz a Sherlock que Moriarty ficou feliz em gravar diversas mensagens para ela porque ele tinha inveja de seu irmão chefe de estação. Trocar estações de trem por estações de TV é uma modernização perfeita para Sherlock.


22. O segundo nível do experimento da irmã assassina de Sherlock faz referência ao conto A Aventura dos Três Garridebs. Nathan, Alex e Howard Garrideb não eram irmãos na história original (na verdade, um deles nem existia). Na fábula de Doyle, o Dr. Watson leva um tiro na perna, o que enfurece Sherlock Holmes, uma reação que delicia o Dr. Watson, que escreve "Valeu a pena o ferimento, valeria a pena muitos ferimentos, para saber o quão profundos são a lealdade e o amor que se esconder por trás daquela máscara de frieza".

23. Deixe uma mensagem na caixa postal da patologista forense Molly Hooper e você ouvirá uma mensagem de voz brincalhona, dizendo: "Oi, aqui é a Molly da central da cidade dos mortos". Sacou?

24. Lembre de As Seis Thatchers e as repetidas referências à água refletindo no rosto de Sherlock. O mesmo acontece aqui quando ele se dá conta do que Eurus fez ao pequeno Victor Trevor, seu único amigo de infância, conectando os dois episódios.


25. Victor Trevor era o nome do amigo de universidade de Sherlock, que aparece no caso cronologicamente mais antigo de Sherlock Holmes, A Aventura do Gloria Scott.

26. O Lestrade dizendo ao seu jovem colega que Sherlock Holmes é um bom homem nos leva de volta a T1E1: Um Estudo em Rosa, quando ele diz "Sherlock Holmes é um grande homem e eu acho que um dia, se nós tivermos muita, muita sorte, ele até pode vir a ser um bom homem". Objetivo conquistado.


27. Não é difícil de notar, mas vale a pena apontar que o brinquedo com o qual Eurus está brincando em todos os flashbacks na praia é um aviãozinho, uma pista a respeito da verdade sobre a menina no avião.

28. Falando nisso, a atriz mirim que interpreta a menina no avião é Honor Kneafsey e essa não foi sua primeira aparição em Sherlock. Ela e sua irmã mais velha interpretaram em T2E1: Um Escândalo na Belgrávia duas meninas que não tinham permissão para ver seu avô após sua morte e a quem Sherlock traumatiza dizendo "As pessoas não vão de verdade para o céu depois que morrem. Elas são levadas a um local especial e são queimadas".


29. Sherlock é evidentemente um fã de ficção criminal. Um dos livros caídos no chão do 221B pós-explosão é The Eight, o mistério global de detetive de Katherine Neville.

30. Em vez de "Sente minha falta?", o segundo vídeo de Mary se chama "Sinto sua falta".

31. O vídeo de Mary nos leva a todos de volta ao piloto de Sherlock, Um Estudo em Rosa, mostrando as primeiras aparições de Sherlock e John, o primeiro abrindo um saco de defunto no necrotério, o segundo acordando de um pesadelo relacionado ao seu estresse pós-traumático.


32. Apesar do aviso de Mycroft, os pais Holmes (interpretados pelos pais de benedict Cumberbatch, Timothy Carlton e Wanda Ventham, é claro) vão sim a Sherrinford visitá-la. E a Mamãe Holmes parece ter perdoado a mentira de Mycroft a julgar pela sua mão de consolo aqui.


33. O músico Paul Weller, bom amigo de Martin Freeman, interpreta o Viking morto no chão do 221B em Baker Street. Curiosidade: de acordo com essa fotografia, Arthur Conan Doyle uma vez se vestiu de Viking para um baile chique.

Paul Weller, que pediu a Martin Freeman para participar de Sherlock


34. Os símbolos no quadro que aparece nos momentos finais do episódio são uma referência ao conto Os Dançarinos, uma história de 1903 de Conan Doyle em que um código é usado para mandar mensagens. Os 15 homenzinhos no quadro aqui são os mesmos usados na primeira mensagem da história original e significam "Am here Abe Slaney" ("Aqui estou Abe Slaney")

35. "Pessoas mandam mensagens. Até eu mando mensagens. Me refiro a ela. A Mulher. Péssima ideia. Eu tento evitar, mas, você sabe, às vezes..." disse Sherlock a Watson em O Detetive Mentiroso. Bem, o detetive não estava mentindo a esse respeito a julgar pela mensagem que aparece na tela dos momentos finais do episódio três. "Você sabe onde me encontrar. SH". Tem que ser pra ela, né?


Ou seria para Lestrade, como visto no primeiro episódio da série?

Jamais saberemos.

36. A cena final do episódio, e talvez até de toda a série, é Sherlock e John, no melhor estilo Batman e Robin, saindo correndo do Rathbone Place, uma homenagem ao legendário ator de Sherlock Holmes, Basil Rathbone.


Fonte: Den of Geek

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