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The Game Is On: Parte II

Continuação da Parte I - The Game Is On: Elenco de Sherlock se reúne para falar sobre a série.


Foto: London Lesbian & Gay Switchboard
Algum espectador comentou que eles faziam muitas referências à Rathbone como Holmes mas pouco falavam sobre a versão de Jeremy Brett. Steven disse que cresceu com os filmes do primeiro, mas que também admirava a maneira como o segundo encarnou o personagem, pois Brett, muito corajosamente, inventou uma nova forma de interpretá-lo. Falou também que, se alguém quer fazer uma adaptação inovadora de alguma história, é preciso trabalhar de uma maneira que ela seja uma novidade.

Sobre "Elementary", todos os presentes declararam que não pararam pra assistir e que preferem assim, sem tecerem nenhum comentário sobre a série americana. Entretanto, Mark falou que a adaptação russa é brilhante.

Perguntado sobre a existência de algum conto de Doyle impossível de ser adaptado para “Sherlock”, Mark citou “A Face Amarela”. Na história, em que Holmes erra praticamente todas as deduções, há a polêmica vitoriana de um casal inter-racial, algo completamente natural nos dias de hoje.

E quando falaram sobre alguma possibilidade de “crossover” entre a série e outro programa, Martin disse ser totalmente contra e que já avisou aos produtores que não participaria de algum especial patrocinando o “Comic Relief” ou “Children in Need” (organizações britânicas de caridade), ao que Steven acrescentou, dramático, que “as crianças vão morrer de fome mas pelo menos Freeman se mantém fiel aos seus princípios”.

Uma das perguntas da plateia foi sobre o que os personagens de cada um fariam se pudessem, e as respostas de todos tinham a ver com Sherlock: o de Mycroft seria conseguir convencê-lo a trabalhar para ele em um escritório; Lestrade gostaria de ter um cérebro como o dele, enquanto Molly certamente iria querer um beijo do seu amado (“de língua”, acrescentou Louise, ao que a plateia respondeu com um "awwn"). Martin completou dizendo que John certamente iria querer que Sherlock tivesse uma cabeça mais humana, que se acalmasse um pouco e entendesse a necessidade de John namorar de vez em quando.

Em certa hora, Mark trouxe um manequim para o palco e disse para todos fingirem que aquele era Andrew Scott. As respostas que ele tinha dado foram lidas pelo próprio Mark, imitando a voz do ator. Andrew havia deixado por escrito que ele não usou o terno Westwood tanto como gostaria, achava uma honra ter tido a oportunidade de trabalhar com Una e que a a cena que mais gostou de ter filmado foi a conversa entre Sherlock e Richard Brook.


Os outros convidados também comentaram sobre as suas cenas favoritas. Para Louise, foi a noite de Natal em “Um escândalo na Belgravia”, já que foi sua oportunidade de ir à 221B. A resposta de Rupert foi a mesma, mas pelo motivo de não ter nada programado para fazer ele enquanto a filmagem acontecia, dando espaço para improvisação. Nessa hora, Steven comentou que todos precisavam ver a cara de Lestrade quando Sherlock diz que sua esposa está tendo um caso.

Mark adorou o diálogo no avião, no mesmo episódio, ainda que precisasse lidar com a confusão causada pelos cadáveres bocejando no meio da gravação; Martin começou fazendo uma piada: "Eu não gostei de nenhuma, mas acho que a mais tolerável..." e depois completou dizendo ter achado legal a chance de visitar o túmulo de Benedict.

Sobre as cenas que Steven e Mark mais gostaram de escrever, Steven disse que adorou escrever as cenas entre Irene e Scherlock e também a cena entre Mycroft e Sherlock no necrotério, já que ambas estão bem distantes do que vemos normalmente nas adaptações de Holmes. Sue disse que um dos pontos altos foi filmar no Battersea Power Station [a cena onde Irene encontra John] e Martin concordou. Gatiss também disse que a cena que mais gostou de escrever "foi uma cena que vocês ainda não viram."

Então perguntaram se alguma vez eles tiveram oportunidade, ou queriam ter, de usar alguma fala dos episódios de Sherlock. Rupert disse ter tentado uma vez fazer o trocadilho "Meretricious/And a Happy New Year" [que na tradução para  português se perde] mas que saiu completamente errado. "A pessoa tinha dito 'Meritocracia'?", perguntou Martin. Steven disse que continua esperando uma chance de dizer, "Mr. Holmes, eram as pegadas de um cão gigantesco!"

Houveram algumas perguntas sobre o quanto das ideias do ‘fandom’ eram conhecidas pelos atores. Martin era o único que sabia das brincadeiras envolvendo as supostas cuecas vermelhas de John. Quando o assunto voltou-se para as fanarts, todos concordaram que muitas eram maravilhosas – mas Steven disse que algumas eram bem perturbadoras. Perguntaram à Sue se de alguma forma as fanarts seriam violação de direitos autorais ao que ela, parecendo desconfortável, respondeu: "Bem, o que falam por aí sobre bajulação?" mas Steven emendou com um "é processável". Mark, querendo mudar o rumo da conversa, falou entre risadas “Que tal uma pergunta feita por um homem?" e Steven acompanhou dizendo "vamos procurar algum por aí!”.

Já no final, perguntaram pela teoria favorita para "A Queda de Reichenbach". Martin contou que responde dizendo "Eu mudei o plano do celular, mas dizer isso sempre faz as pessoas quererem me bater". Mark diz que já leu todas, e que, no final, “tudo está na tela, se você observar”. Para demonstrar sua ideia favorita, ele fez sua melhor interpretação de Benedict enquanto Martin falava as últimas palavras de John para Sherlock. Mark disse “Adeus, John”, baixou seu telefone, saiu do palco, e logo voltou abrindo uma lata de Red Bull, fazendo o local explodir em risadas.

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Foto: London Lesbian & Gay Switchboard
Nosso apanhado foi feito com base nas informações das resenhas dos seguintes sites:

Cumberbatch Web, aqui
Sherlockology, aqui
Groovy Hedgehog, aqui
Ariane Devere, aqui

Veja fotos oficiais aqui

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