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As Seis Thatchers: sinopse sugere passado sombrio de Mary Watson



 O release de imprensa divulgado pela emissora diz o seguinte:

"Sherlock espera para ver onde Moriarty fará seu movimento póstumo. Um caso misterioso em particular deixa a Scotland Yard perplexa -- mas Sherlock está mais interessado em um detalhe aparentemente trivial. Por que alguém está destruindo as imagens da primeira ministra Margaret Thatcher? Há um louco à solta? Ou há um propósito mais sombrio por trás do trabalho? Algo cujas raízes estão ligadas profundamente ao passado de Mary Watson..."


A princípio, os fãs de Sherlock achavam que a questão de Thatcher estaria ligada à Mycroft, por ele ser um membro do governo britânico. Mas parece que é sobre Mary que iremos falar nesse primeiro episódio, cuja imprensa britânica anda declarando como "o melhor episódio de Sherlock até o momento".

Não é de se surpreender que uma ex-agente secreta que não hesita durante um segundo em fazer o que deve ser feito (ainda que isso envolva atirar friamente no melhor amigo de seu marido) tenha um passado obscuro. Mas isso significaria que Mary é uma vilã? Não necessariamente. Pode estar mais para anti-heroína, com a mesma frieza e inteligência de raciocínio que Mycroft, por exemplo, mas muito mais ativa e carismática.

Em nosso post sobre a teoria de Mary ser uma vilã, nós já comentamos que:

Sherlock acredita no amor dela por John e ambos resolvem perdoá-la. Sherlock, inclusive, chega a matar Magnussen para dar um fim às chantagens e proteger John e Mary.

Ora, se todas as informações sobre Mary estavam no pendrive que John se recusou a checar, Sherlock não teria nenhum motivo para fingir acreditar nas intenções de Mary e inclusive gostar dela. Menos ainda de matar uma pessoa por isso. Ele e Mycroft simplesmente poderiam pegá-la no mesmo instante em que foi desmascarada.

Em A Noiva Abominável, a imagem que o subconsciente de Sherlock tem de Mary não é a de vilã, mas de parceira à sua altura. Tão  inteligente quanto o detetive e seu irmão, Mary aparece trabalhando para Mycroft e acaba encontrando "o coração da conspiração" para Sherlock e John. Ela inclusive aproveita a oportunidade para implicar e ferir o orgulho de Sherlock, assim como faz seu irmão.
Tantas informações contraditórias podem dar pistas tanto para o lado de Mary anti-heroína arrependida que recebeu o perdão de John, Sherlock e Mycroft - a ponto inclusive de eles dividirem com ela suas investigações sobre casos e teorias sobre o retorno de Moriarty - quanto para Mary vilã que seria (re)descoberta na quarta temporada. Depende unicamente do ponto de vista do observador.
Em outra teoria, que especula se um certo personagem poderia morrer, nós comentamos ainda que:

Sherlock veio sendo criticada pela representação de suas personagens femininas - o que eles procuram mudar desde a terceira temporada. Como há poucas personagens mulheres, é provável que eles queiram manter Mary na série para preencher essa lacuna.

Inclusive, Mary poderia ter a mesma função narrativa que Mycroft: no último episódio da terceira temporada, ficamos sabendo que Mary é uma ex-agente secreta, uma espiã que sabe se disfarçar, investigar casos e usar muito bem uma arma. Além de ter muitos contatos dos quais não sabemos nada.

Em A Noiva Abominável, Mary demonstra ser mais rápida que Mycroft para buscar informações e ainda implica com ele sobre o sistema de segurança. Ora, não é difícil imaginar que Mary, suas habilidades e seus contatos passem a funcionar como ajuda para a dupla de detetives no futuro.

Moffat e Gatiss gostam de subverter o cânone Sherlockiano e surpreender o público. Se algum personagem precisa morrer - e todos estão esperando que seja Mary - por que não surpreender todo mundo e fazer Mycroft morrer, deixando Mary "no lugar" dele?
(Ok, nós fomos um pouco longe demais nessa.)


Um comunicado anterior da BBC, trazendo aspas de Mark Gatiss, Benedict Cumberbatch e Steven Moffat, já nos dava um panorama geral da quarta temporada:

A quarta temporada começa com nosso detetive favorito, Sherlock Holmes, de volta, mais uma vez, ao solo britânico, na companhia de Doutor Watson e sua esposa Mary, que estão se preparando para seu maior desafio: tornarem-se pais pela primeira vez.
Benedict Cumberbatch disse que ele estava "verdadeiramente feliz em estar de volta ao set de Sherlock com todo o elenco e produção. Mal posso esperar para que assistam a quarta temporada. Se bem vocês terão que esperar... embora nem tanto. E vai valer totalmente a pena."

O primeiro dos três episódios de longa-metragem será dirigido por Rachel Talalay, que já trabalhou como diretora, produtora e professora no cinema e na televisão durante mais de 25 anos, tendo dirigido anteriormente Doctor Who, The Flash e The Wind In The Willows.

Os Co criadores, roteiristas e produtores executivos da série Steven Moffat e Mark Gatiss disseram: "Quarta Temporada de Sherlock: aqui vamos nós de novo! Independente de qualquer outra coisa que façamos ou qualquer lugar que a gente vá, todos os caminhos sempre nos levam de volta a Baker Street - e sempre sentimos como se estivéssemos voltando para casa. Fantasmas do passado estão vindo atrás de Sherlock Holmes e John Watson trazendo com isso aventura, romance e terror em seus rastros. Esta é a história que estamos contando desde o início. Uma história prestes a atingir o seu clímax ... "

Curiosidade:

Um caso chamado de "As seis Thatchers" (sem nenhuma referência à Mary) já havia sido contado por John Watson em seu blog oficial em 2012. Nós traduzimos o post e você pode ler aqui.

Fotos das gravações de "As seis Thatchers" (aqui)

Estreia

"As seis Thatchers" estreia dia 01 de janeiro na BBC One (UK) e na PBS (EUA). Não haverá transmissão simultânea no Brasil. A data de previsão para estreia por aqui ainda não foi divulgada.

Quer assistir ao vivo (sem legendas) via link direto da BBC One ou da PBS? Clica aqui e saiba como.




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