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Do Guardian:

[Benedict Cumberbatch] e seus colegas de elenco, Martin Freeman e Amanda Abbington, voltam às nossas telas em As Seis Thatchers, a primeira das três aventuras escritas por Moffat e Mark Gatiss. Nós nos reunimos ao trio que luta contra o crime com a adição de um novo membro, já que Mary está prestes a dar a luz. O marido John está preparado para a paternidade e Sherlock está pronto para aplicar sua lógica implacável aos cuidados infantis. Que gracinha. Ainda assim, apesar das imagens publicitárias fofas que mostram um enorme cão e  Freeman vestindo um canguru, tudo se torna negro como petróleo logo em seguida. O primeiro episódio tem como centro o curioso caso d'As Seis Thatchers, bustos de Maggie Thatcher que estão sendo sistematicamente destruídos por razões desconhecidas. Longe de ser um quebra-cabeças divertido armado por um jogador escondido, as Maggies destruídas apontam para segredos terríveis do passado de um personagem. Ser mais específica que isso arruinaria um dos maiores momentos "NÃO PODE SER" da TV em anos. É suficiente dizer que se você está olhando para uma direção, Moffat e Gatiss estão preparando uma armadilha na outra.

Na nova temporada, o detetive de Cumberbatch é menos o irritante e arrogante sabichão que vimos nos primeiros episódios. Moffat elabora: Ser um herói não é ser maior, mais rico ou mais poderoso que ninguém. É ser mais sábio e mais gentil. Ele pausa e completa: "Eu acho que está na hora de um Sherlock um-pouco-menos-babaca".

Nós sabemos que Toby Jones, aquele da longa testa e olhos gentis que podem rapidamente se tornar um olhar gélido como nas bonecas de filme de terror, irá aparecer no segundo episódio como o surpreendente Culverton Smith, um novo e terrível vilão para Sherlock lidar.

Essa será a  temporada mais obscura de todas? "Provavelmente eu diria que sim", diz Cumberbatch, mantendo suas respostas bem curtas e cautelosas, para que nenhum segredo da trama acabe escapolindo entre suas palavras. É coincidência ou isso tem a ver com o sentimento global de apocalipse? Gatiss ainda está em estado de raiva a respeito dos eventos de 2016. "Eu nem sei se conheço esse país do jeito que achei que conhecesse", ele franze a testa enquanto sentamos no cinema conde acabamos de assistir o primeiro episódio da próxima temporada. "Nós conquistamos duramente uma reputação de sermos meio instáveis, mas em geral, de sermos justos. Isso saiu pela porra da janela", ele completa, se referindo ao clima pós-Brexit que mudou o humor nacional.

Eles procuram coisas na vida real também. Gatiss conta que estava atuando em uma peça no Teatro Nacional ano passado, "e um dos meus colegas de elenco chegou para o ensaio trazendo 10 cigarros eletrônicos individuais", ele diz, rindo da lembrança. Seu colega explicou que enquanto estava tentando parar de fumar, ele não queria se comprometer com um cachimbo eletrônico, sabendo muito bem que ele jamais pararia completamente se comprasse um. Então ele comprou esses cigarros eletrônicos descartáveis na esperança de que um dia eles largaria todos. Isso deu origem a uma trama paralela em As Seis Thatchers.

O título é uma referência a Os Seis Napoleões, de Arthur Conan Doyle, um conto que traz bustos do famoso imperador. É mais uma pista para os fãs que caçam referências nos originais como viciados felizes. Gatiss e Moffat, ambos fanboys de Conan Doyle desde novos, sabem como é se apegar a algo com tanta paixão. Moffat diz: "Eu tenho um nível de conhecimento assustador tanto de Doctor Who quanto de Sherlock Holmes, de tal forma que é um milagre que eu não seja um virgem ainda."

Martin Freeman concorda que o Sherlock deles tem "momentos de autorreferência e isso é sabido, de certa forma. Steven e Mark não escrevem apenas para agradar às pessoas que são fanáticas pelo programa. Mas seria louco fingir que essa gente não existe, porque eu nunca conheci nada como o...eu tenho 44 anos e estou falando a palavra fandom, que se foda - o fandom dessa série."


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