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Benedict Cumberbatch: Não há motivos para pararmos de fazer Sherlock


Fonte: aqui
Por que Benedict Cumberbatch, de Sherlock, ainda precisa ser indicado a um Emmy é uma questão que talvez confunda até o seu alter-ego detetive. Mas, mais que resolver o mistério, este ano talvez ele seja resolvido. Não apenas seu nome - memóravel como é - está prestes a se tornar familiar, graças a suas aparições em dois filmes indicados ao Oscar, Cavalo de Guerra e O Espião Que Sabia Demais, como ele também pegou o ótimo papel do nemesis do Capt. Kirk, Khan, na antecipada sequência de Star Trek. Por cima de tudo isso, seu trabalho na segunda temporada foi - quase inimaginavelmente - melhor que na primeira. Na entrevista a seguir, Cumberbatch fala sobre "ligar" a bateria de Sherlock, voltar para a terceira temporada (e outras!) e compartilha o que realmente pensa sobre Downton Abbey.
Dos três episódios da segunda temporada, Masterpiece escolheu enviar "Um Escândalo na Belgravia" para a consideração do Emmy. Você concorda que este seja o episódio mais forte dos três?
É complicado dizer. Esse foi o primeiro onde você pôde ver Holmes, que na época era menos heróico e muto adolescente, vivenciar o amor. Não que ele estivesse apaixonado, mas ele estava num misto de jogo ou experimentação e sendo seduzido e manipulado por e com amor. Foi uma jogada bem inteligente na história de Irene Adler. Irene [interpretada port Lara Pulver] e Sherlock eram como dois predadores rodeando um ao outro esperando para matar - dificilmente levaria a uma conversa normal que você teria num primeiro encontro. Foi muito, muito atraente porque funcionou no princípio que de que as melhores histórias românticas são sobre esperar [e] o jogo; o público fica esperando que algo aconteça, e não acontece necessariamente. Acho ele que combina vários elementos do que o programa é feito: a inteligência, a ação, o estilo visual. [O episódio] também [levou] um bom período do tempo, o que fez com que parecesse estranhamente mas como um filme do que a maior parte de qualquer coisa que eu já tenha feito. É impossível dizer qual é o melhor. Mas eu tenho muito orgulho dele.
Quais foram os desafios de atuação que você encarou para retratar a deformada relação entre Irene e Sherlock?
Bem, ele supostamente é uma máquina assexuada e sem emoção, e baniu emoções de atração ou prazer sensorial ou interesse em mulheres que não fosse para conseguir informação. Então [o desafio] foi como conseguir que o público acreditasse que eu poderia estar numa posição que era vulnerável - como era possível que ele sentisse algo por essa mulher? Mas o que fica muito óbvio quando você lê [o conto de Arthur Conan Doyle "Escândalo na Boêmia", de 1981, quando a personagem apareceu pela primeira vez] é que Sherlock definitivamente fica mexido por ela e perde sua frieza; ele não é a mais a máquina lógica. Ele fica mexido pelos encantos dela. E  assim, era uma atuação balanceada, mas foi tão habilmente escrita [por Steven Moffat] que foi fácil de fazer.
Você tem algum processo pra entrar no personagem como Sherlock, ou você só chega e chuta a porta -- e é ele?
[Risos] Não, eu sou muito mais lento que ele. Eu preciso girar um motor que precisa de muito óleo e concentração e foco. Há uma elasticidade nos movimentos dele também. Ele é ferozmente expressivo e eu sou muito tranquilo e contente, então tem uma mudança de humor diferente e temperaturas e tons pra experimentar em cada situação dada. Mas eu vou no meu tempo. Eu sou muito bom em ligá-lo.
A audiência do programa não é tão alta aqui nos EUA como é na Bretanha, mas parece estar mudando. Você sente essa mudança enquanto passa mais tempo nos Estados Unidos?
Um pouco. Nós não temos um enorme orçamento publicitário, e eu estou em L.A. por três meses e meio agora [filmando Star Trek] e outro dia eu estava passando por um outdoor de Game of Thrones ou The Killing ou Mad Men - todos programas que eu amo. Teria sido maravilhoso dirigir [pelo Sunsent Blvd.] e ver um pôster de Sherlock. Faria eu sentir como se nós estivéssemos chegando nos entediados e confusos angelenos durante o engarrafamento e os fazendo pensar [na série] porque tem muito pro público assistir agora; e muito de boa qualidade. Então um programa da PBS ganhar esse tipo de audiência que nós temos [na Inglaterra] é um testamento enorme do quão popular nós somos. E você sabe, não é um drama de época - e eu não estou me referindo com desprezo [contra Downton Abbey], a despeito de como meus comentários tenham soado. Há uma associação romântica com a história Britânica e a nostalgia, que atinge a todas as gerações, enquanto eu acho [que Sherlock] encapsulou um público mais novo.
Falando sobre seus comentários passados, você recebeu alguma reação pela crítica recebida como negativa que fez à segunda temporada de Downton Abbey em um recente artigo do New York Times? [No artigo, Cumberbatch relembra um incidente no Globo de Ouro em Janeiro onde a executiva da Masterpiece Rebecca Eaton brincou zombando dele com a estatueta que Abbey acabara de ganhar. "Eu só olhei e disse: 'Sai fora, mulher! Traz isso de novo quando [a estatueta] estiver dizendo Sherlock ou Steven Moffat ou eu mesmo - alguém que mereça mas que a segunda (temporada) de Downton Abbey.'"]
Ai, Deus, você não acreditaria! Assim, honestamente, é como se as pessoas não tivessem nenhum senso de ironia ou um cérebro. Primeiro de tudo, eu sabia que era a primeira [temporada] que estava sendo premiada, então essa era a primeira parte da piada. A segunda parte é que Rebecca Eaton, a produtora executiva de Sherlock e Downton, é uma amiga. [Como pode ser visto nos screenings de Sherlock nos EUA]. A terceira, e provavelmente mais importante, é que Julian Fellowes [criador da série] me conhece desde que eu nasci. Dan Stevens [foto] é um dos meus bons amigos - um dos meus amigos mais próximos na Inglaterra - assim como Michelle Dockery [foto]. Não havia a menor possibilidade de eu dizer algo desse tipo que não fosse brincadeira. E eu não saio por aí falando 'Sai fora, mulher!'. E de repente um desastre de relações públicas. Talvez eu seja um desastre como relações públicas porque eu falo muito e não filtro o suficiente. Mas eu fiquei um pouco sem graça. Eu interpreto um personagem tão contemporâneo, vil e cheio de inteligência que não tolera mediocridade ou qualquer tipo de burocracia ou qualquer estupidez, e ainda como um ator - um mal interpretado ator - você precisa lidar com muito disso. Então eu deixei rolar. Eu posso te dizer que sou um enorme fã de Downton, e o que eu disse foi bem, bem claro - para os leitores mais inteligentes do New York Times - uma piada.
Isso meio que leva ao ponto de que há uma competição inerente por prêmios.
Bem, é, mas assim, você precisa encarar tudo isso com um pouco de ceticismo. O que nós fazemos como profissão é absolutamente um dom como trabalho; é uma bênção. Então o que são prêmios por cima disso? Eles são como fantasia derretendo no bolo. Prêmios mudam carreiras? bem, eu não tenho ouvido muitas histórias onde este seja o caso. É uma desculpa divertida para encontrar colegas e celebrar pessoas que foram bem naquele ano aos olhos de certas pessoas, e nada além disso. Se for levado mais a sério que isso, então nós meio de que estamos todos trabalhando pelas razões erradas. Então se há rivalidade, bem, você sabe, fica bem esquecida no minuto que a próxima taça de vinho é bebida na noite.
Você está prestes a ser exposto a uma audiência muito maior na sequência de Star Trek, de J.J. Abrams. Deveríamos nos preocupar que um importante sucesso em Hollywood o tire de Sherlock?
Ah, não. Não, não mesmo. Eu sempre farei Sherlock - é algo que eu não irei abrir mão. Eu amo muito. É um trabalho pesado, mas tão compensador e há um bando de gente adorável fazendo. Nós amamos nossos fãs e amamos o que [Sherlock] criou. É algo incrível de fazer parte; isso não acontece com frequência. Não se preocupe; [Sherlock] não irá desaparecer.
Quando vocês começam a filmar a terceira temporada?
Janeiro. É o plano.
E depois da terceira temporada?
Não há motivos pra pararmos se [a série] continuar sendo adorada e nós ainda gostarmos de fazê-la. Nós temos apenas três [episódios] por vez, então eu acho que o medo natural de alongar demais e fazer muitos [não se aplica]. É bom deixar as pessoas querendo mais. Eu gostaria de ver [Sherlock] envelhecer. Nós começamos bem jovens. É raro ver Holmes e Watson no início do seu relacionamento; normalmente a gente se encontra com eles nos fins dos seus 40 anos ou nos 50. Eu tenho um caminho pra percorrer. Digo, eu só tenho 35.

Um comentário:

  1. kra essa serie é d + mesmo. bons atores, boas historias. e realmente, poucos episódios com mais tempo sao bem melhores, sendo q pode-se esplicar bem o q esta acontecendo utilizando o tempo, e nao enjoa devido a repetiçao. tbm nao acaba com a criatividade, esgotando rapidamente as possobolidades fazendo com que coisas mirabulantes e redundantes sejam colocadas soh para encher linguiça.

    muito bom mesmo, gostaria q os atores pudessem ver o carinho q os fans do brasil tem por eles tbm

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