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[Resenha] As Seis Thatchers talvez seja um episódio mais interessado em relacionamentos que os anteriores (sem spoilers)


Os textos a seguir NÃO contém spoilers -

- Há a informação de que saberemos uma revelação sobre um determinado personagem, que eles citam quem é mas não citam qual revelação nem em que contexto e nem mais nada além disso. Se você considera isso spoiler, pule essa resenha e vá para as seguintes! -

Pegamos os destaques das resenhas do Radio Times, Den of Geek e Sherlockology, para ter uma ideia do que vem por aí dia 01 de janeiro. A melhor delas ficou para o final, mas todas se complementam: em cada uma, uma pecinha nova para ajudar a montar o quebra-cabeça. Divirta-se!

Resenha de Paul Jones, para o Radio Times

Para começar, o quão bom é esse episódio? É melhor que o Especial-Vitoriano-Foi-Apenas-Um-Sonho?

Definitivamente. É o melhor de Sherlock? Não, não é A Queda de Reichenbach. Não tem as mesmas reviravoltas inteligentes do finale da segunda temporada, ou a hipnoticamente intensa relação entre Sherlock e Moriarty em sua essência. Mas é bom? Certamente. E deve ser o suficiente para manter os fãs vidrados na primeira noite do ano novo - mesmo que parte da história seja sombria o suficiente para te fazer pensar se ainda não está em 2016.

Não é segredo pra ninguém que John e Mary agora são pais orgulhosos de uma menina chamada Rosamund,e a gente pode vê-los em casa fazendo coisas comuns aos cuidados infantis e até um pouquinho do Tio Sherlock realizando tarefas de babá.

Tem uma outra parte engraçada com um cachorro também. E um tanto de ação, incluindo mais sobre o passado de Mary como uma agente operacional especial e uma tremenda cena de luta para Sherlock no melhor estilo James Bond. (...) Há várias menções a Moriarty e numerosas outras referências ao cânone de Sherlock Holmes para os aficcionados procurarem, incluindo um outro nome que vai causar alvoroço em alguns lugares.

Nós ficamos sabendo de algo surpreendente - e até chocante - sobre John Watson.

E há um encerramento que te deixa se perguntando pra onde diabos a coisa vai a seguir.

Ah, e depois daquela cena pós-crédito no final da terceira temporada, continue esperando porque haverá outra. Só não tenha esperanças de que seja o retorno de Moriarty - por mais que você sinta falta dele.

Resenha publicada pelo site Sherlockology. Você pode ler completa clicando aqui.

Imploraram para que a gente evitasse todos os spoilers relacionados ao episódio, que é algo que a gente sempre faz mesmo nessas resenhas antecipadas. Temos a intenção de voltar a comentar todo o episódio em detalhes depois que ele for ao ar, já que há muito a aproveitar e discutir.

Este episódio de Sherlock é um abalo sísmico.

Embrulhado como uma comédia de aquecer o coração no início, logo em seguida fica repleto de energia através do Caso Peculiar*, envolvendo a misteriosa e aparentemente aleatória destruição dos seis bustos da ex-Primeira Ministra britânica Margaret Thatcher. Se você conhece as histórias originais, então vai reconhecer que isso é derivado de Os Seis Napoleões, mas como costuma acontecer em Sherlock, tudo se torna uma fábula diferente e maior do que sua inspiração original. Tenha certeza de que o episódio é amplamente tramado com excelentes pitadas de desenvolvimento de personagens salpicadas durante todo o tempo, com a narrativa permitindo que o episódio forneça reviravoltas surpreendentes e que também se permita pegar emprestado elementos de um gênero que a série nunca tinha se aprofundado tanto até agora. Mas ao mesmo tempo, você pode muito bem ter suas simpatias abaladas, e isso, por sua vez, é chocante para nós enquanto espectadores. Um membro do elenco em particular extrapola de forma potente com sua performance todo o seu trabalho anterior na série.

A estreia da diretora Rachel Talalay em Sherlock é estupenda, incrementando o programa com uma nova cor, enquanto revisita enredos favoritos mais uma vez, mas de forma diferente. A rapidez estilística e as notas graciosas que [o diretor] Paul McGuigan introduziu lá atrás na primeira temporada continuam a evoluir em novas e inovadoras direções, tanto que demora um tempo para processar totalmente os saltos aqui. O roteiro de Mark Gatiss, por sua vez, é deliciosamente leve e extremamente exigente, com a trama certeiramente misteriosa e refrescante fazendo sentido logo que as peças são claramente reveladas. E uma menção deve ser feita novamente à trilha composta por David Arnold e Michael Price. Soando mais luxuosa e cinematográfica que nunca antes, ela trancende o espaço televisivo que a série supostamente ocupa.

Apesar disso, lembre-se de que há uma diferença entre expectativa e antecipação.

O nível está bem mais alto do que você poderia esperar. E essa é a marca de um programa que significa grande coisa. E particularmente, você deveria manter sua antecipação nas alturas, porque se nada mais pode ser dito, As Seis Thatchers vai provocar enormes reações nos espectadores quando chegar no final...

 Texto de Loulsa Mellor, para o Den of Geek!

Depois dos excessos de reviravoltas e viagens no tempo do episódio Especial, o episódio inicial passa um bom tempo reestabelecendo o status quo. Para Sherlock, isso significa casos, clientes, comédia e Benedict Cumberbatch soltando suas falas com a rapidez e confiança de um campeão da Fórmula Um.

O roteirista Mark Gatiss mantém as coisas em um ambiente enérgico e até hiperativo, Tirando uma cena mais climática, As Seis Thatchers empilha piada em cima de piada em cima de piada. É um lembrete do quanto essa série reuniu um elenco bom de comédia. Sim, Freeman e Cumberbatch podem fazer ação e drama, mas nada parece deixar esses dois mais felizes do que soltar piadas, e Gatiss entrega muitas.

É um início movimentado que leva o programa para o básico: Sherlock e Watson, equipados, encontrando pistas e resolvendo casos. (...) Os motivos para as risadas se tornam claros conforme o final do episódio vai chegando, quando a leveza é acertada com uma virada em direção à escuridão. Gatiss começa com muita piada para equilibrar a sombria parte final.

As locações merecem um louvor em particular, dado que As Seis Thatchers faz tudo aquilo sem o orçamento de um James Bond ou trilogia Bourne. De mansões modernas e luxuosas a cenários exóticos além-mar através de uma intrigante gruta gótica, há muita variedade e senso de escala global aqui.

A presença de Mycroft traz a Inteligência Britânica para o jogo, assim como também provê a combinação sempre vencedora dos irmãos Holmes. A relação arrepiante e competitiva dos dois não é boa somente para rir, mas também intrigante de se explorar.

As Seis Thatchers talvez seja um episódio mais interessado em relacionamentos que qualquer um anterior. A pressão sobre os novos pais proporcionam algumas risadas, enquanto as amizades são testadas. Como parte da personalidade do personagem principal, Sherlock raramente é tocante e sentimental no que se refere a emoções e isso não muda aqui, mas há sinais de que o próprio Sherlock vem mudando. Ele ainda é Sherlock - demoniacamente impaciente, brilhante e arrogante - mas ele aprende a jogar com as expectativas que os outros têm dele, e ele também aprende a pedir ajuda.

O tema [do episódio] tem a ver com predestinação e a (im)possibilidade de evitar o destino. Ações têm consequências e você pode não ser capaz de fugir delas, é o que As Seis Thatchers nos diz. Sobre isso, deixaremos para discutir depois que o episódio for ao ar.

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